/script> Gabriel Fernandes: Ensaio sobre a Loucura

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Ensaio sobre a Loucura



O Socialismo propõe a extinção da propriedade privada dos meios de produção, a tomada do poder por parte do proletariado, o controle total da sociedade pelo Estado e a divisão igualitária da renda.

O Comunismo é uma estrutura socioeconômica e uma ideologia política que preconiza o estabelecimento de uma sociedade igualitária, sem classes, baseada na propriedade comum e no controle pelo Estado dos meios de produção e das propriedades em geral.

O Capitalismo é o sistema econômico que se caracteriza pela propriedade privada dos meios de produção, pela liberdade de iniciativa e pelo direito de escolha dos cidadãos. O Estado deve garantir a igualdade de oportunidades.
Máxima: Capitalismo é o sistema de exploração do homem pelo homem. Socialismo é justamente o contrário.
As definições, acima, as pincei na internet. Coloquei-as como referência para meus argumentos.
Todo mundo, ou quase, no Brasil se diz socialista ou de esquerda, embora não tenha, de fato, a mínima ideia do que isso signifique, mas é chique, é cult, é fashion, é in
Ser liberal é uma coisa feia, de mau gosto, kitsch, coisa de radical de direita. O patrulhamento das esquerdas, principalmente o do Partido dos Trabalhadores, foi de tal ordem que as pessoas têm vergonha de expor suas posições ou se acomodam e preferem despejar: “Sou socialista! Sou de esquerda!”.
O mundo sempre foi socialista ou viveu uma terrível experiência socialista até o fim da Idade Média, até o Renascimento. A origem das sociedades é familiar. Uma grande família, outra família das redondezas, várias famílias... Depois, um lugarejo, uma vila, várias vilas, uma cidade... E os problemas de organização e ordenamento jurídico e econômico surgem já no embrião das cidades, as sociedades patriarcais. Nada mais socialista do que as sociedades patriarcais, inclusive as que prevaleceram em Roma ou no nordeste brasileiro e, em certa medida, prevalecem ainda hoje tanto lá quanto cá.
Existe um livro escrito por um comunista francês, Maurice Dobb, que faz uma análise lúcida da evolução econômica do nosso planeta. Embora o título seja A Evolução do Capitalismo, ele analisa a História com as ferramentas marxistas, classificando as épocas segundo o regime de propriedade dos meios de produção, os mecanismos de formação dos preços, o ambiente de negócios.
Desse ponto de vista, o mundo sempre foi socialista, com insignificantes exceções. Os meios de produção sempre pertenceram ao Estado, ao rei, ao príncipe, ao marajá, seja o que for. Tomando a Idade Média como exemplo, foram mil anos de experiência socialista, de estagnação, de miséria, de exploração dos trabalhadores, de injustiças, de inexistência de garantias ou direitos individuais.
A população mundial era de cerca de 300 milhões de pessoas no Ano I da era cristã. Levou 1600 anos para dobrar, padecendo as agruras da fome, das guerras e das epidemias. No início da Revolução Industrial (coisa de capitalista), em meados do século XVIII, chegou a 790 milhões. A revolução na produção de alimentos e vestuário, com o barateamento dos custos provocado pela divisão de tarefas e pela mecanização, e a monetização da economia, com a introdução do sistema de preços e de remuneração em espécie dos trabalhadores, permitiram que, já em 1802, a população atingisse seu primeiro bilhão. Aos poucos ocorria o aperfeiçoamento do Capitalismo, o atendimento das reivindicações dos trabalhadores, os investimentos em pesquisas – inclusive relacionadas à saúde –, as descobertas científicas permitidas pela geração de lucros, pela acumulação de capital e pela criação de demandas específicas.
Veja o efeito danoso do capitalismo. Em 1928 a população mundial chegou ao seu segundo bilhão. As pesquisas científicas levaram a descobertas extraordinárias em todas as áreas, principalmente na medicina, com a popularização das vacinas, dos antibióticos e das técnicas de higiene. O efeito do capitalismo perverso foi tão incrível que a população voltou a dobrar em apenas 46 anos. Em 1974, já éramos quatro bilhões de seres humanos sobre este pequeno planeta azul.
Em 1917, a Rússia reingressou na experiência do Socialismo, tentando vencer a lógica pela repetição do erro ou pelo cansaço. Deu no que deu. Hoje, alinha-se entre os países subdesenvolvidos como a Índia, a China e o Brasil. A renda per capita da Rússia em 2008 era de US$ 11.800, contra US$ 55.028 dos EUA, destroçados pelo capitalismo selvagem. A China, salva pela revolução comunista, tinha, nesse ano, uma renda per capita de US$ 3.259, uma riqueza estonteante. O Brasil, com sua mentalidade socializante, com sua repulsa ao Capitalismo, contenta-se com US$ 8.295. Em Cuba o comunismo fez milagres. A renda per capita é de cerca de US$ 2.800, inferior à da Jamaica e à da Colômbia, dois malditos quintais capitalistas.
O que faz com que os países sejam pobres não é o Capitalismo, mas a falta de Capitalismo. O Brasil é um país de capitalismo tardio. Seus portos só foram abertos em 1808. Até então, praticamente nada podia ser fabricado no país. Dependíamos da metrópole para tudo. Nessa época já havia as empresas estatais. A LENHABRAS tinha o monopólio da energia: ninguém podia recolher lenha nas matas sem a permissão da estatal. Havia também a BURROBRAS: transporte por semoventes era também monopólio da coroa. Ninguém podia possuir um burro sem a autorização da estatal. A OUROBRAS, responsável pela exploração de minérios preciosos, era outro tentáculo do polvo lusitano. E isso continuou, embora com outra roupagem.
Vamos à lógica socialista. O Socialismo é a negação da Natureza, é como ser contrário à lei da gravidade ou à órbita elíptica da Terra.
Os adeptos desse sistema (Sonho? Delírio? Alucinação?) acreditam que podem transformar o homem num ser social, uma entidade amorfa e padronizada. Todos devem se iguais. Quem não quiser ser igual é trucidado, matam-se aos milhões, como na China de Mao Tsé-tung, na União Soviética de Stalin, no Camboja de Pol Pot etc., ou aos milhares, como em Cuba de Fidel Castro.
O homem é um indivíduo, não uma peça num mecanismo qualquer. Elimina-se essa individualidade, tira-se sua liberdade de escolher, sua vontade natural de competir e tudo está perdido. A competição não é um defeito, não é uma característica exclusiva do homem, é o princípio básico, fundamental da vida. A competição leva a depurar a vida, leva à evolução. Os melhores têm maiores chances de sobreviver, de se reproduzir. Essa é a lei natural. Vale para as bactérias e vírus, vale para o homem, vale até para o Lula e para os petistas, queiram eles ou não. Há mais espécies que extintas do que as que subsistem hoje. O próprio homem já foi extinto várias vezes. Abdicou de suas características físicas de besta, de fera, em troca de uma capacidade intelectual que o permitiu ser a espécie de maior sucesso no Planeta.
Assim é a vida. A gente se esquece de que nos originamos de um desequilíbrio de forças, surgimos no meio de uma explosão que ainda persiste, que ainda cria espaço, que ainda amplia o universo, apenas não o percebemos dada a nossa insignificância cósmica.
Por definição, a vida é desequilíbrio, desigualdade. Não dá para abolir isso. Num mundo isobárico, sem diferença de pressão, não haveria os ventos, não haveria erosão eólica, não haveria solo agriculturável. Num mundo sem diferentes altitudes, não haveria rios ou cachoeiras, não haveria erosão hidráulica, não haveria terras férteis, não haveria vida. Num planeta sem vulcões e tempestades, também não haveria vida. Seria estéril como a lua.
“Tudo é tão desigual.” E é mesmo. E temos que viver com isso. Quem não quer competir, que arrume uma sinecura pública qualquer e se enterre lá, enterre sua vida, sua criatividade, seus sonhos. Igualitarismo, socialismo é para os derrotados, para os que se sentem incapazes de competir ou preferem a mediocridade de uma vida à base de esmolas: Bolsa Família, Vale Gás, Vale Leite e outros artifícios de dominação tipicamente socialistas.
Não dá para baixar uma lei anulando a Natureza. Temos de aceitar suas imposições e viver com ela, não contra ela.
Infelizmente, o apelo esquerdista é muito forte e tem levado o infortúnio a muita gente boa. Pegaram um filhinho de papai, irresponsável, assassino cruel, como o Che Guevara, e o transformaram num mártir, numa espécie de cristo latino-americano, subdesenvolvido, tardio. E a juventude, ignorante de História até a medula, faz o culto a essa personagem que o único mérito que teve foi o de morrer cedo.
FHC ajudou o Brasil a atravessar as crises econômicas internacionais que devastaram os tigres asiáticos; reorganizou as contas públicas, renegociou a dívida externa, recuperou o crédito internacional que o Sarney de Lula tinha perdido; acabou com a hiperinflação; recuperou a renda das pessoas; privatizou as empresas estatais e os bancos públicos que geravam déficits colossais e funcionavam apenas como moeda de troca para os políticos, como instrumento de pressão sobre o setor privado, como ferramenta de chantagem sobre os meios de comunicação; colocou o país nos eixos. Acho que as pessoas se esqueceram. muito rapidamente, das tragédias que enfrentamos: remarcações horárias de preços, perda de salário real, descapitalização de nosso patrimônio financeiro, instabilidade econômica e emocional, desemprego,...
A classe média repetiu o erro de uma escolha burra, irrefletida. Votar em partidos de esquerda e torcer para que tenhamos uma gestão democrata. Escolher o lobo e torcer para que não devore nossos filhos e netos no futuro. O que vamos deixar para nossa descendência?
É muita loucura! Entregar o Congresso às esquerdas e o STF aos pelegos do PT. Deus nos ajude, se houver um.